Sobre

Cleber Castro

Consultor, autor e palestrante. São Paulo, SP.

Há cerca de quinze anos, quando comecei a trabalhar como consultor empresarial, eu sentia uma insatisfação que não conseguia definir com precisão. Atendia empresas com pessoas competentes e comprometidas que não conseguiam crescer sem se esforçar além de qualquer limite razoável. Observava líderes que diagnosticavam os problemas com clareza, tomavam decisões aparentemente corretas, implementavam soluções, e, alguns meses depois, deparavam-se com os mesmos problemas de volta.

O padrão se repetia com certas variações, mas sempre com a mesma lógica. E as consultorias disponíveis no mercado, incluindo as mais reconhecidas, quase sempre faziam a mesma coisa: identificavam sintomas, propunham intervenções, colhiam resultados que se mostravam apenas temporários. Trabalhavam nas sub-causas dos problemas. As causas-raízes permaneciam intactas.

Uma dúvida persistente me incomodava: se o problema voltar depois de cada intervenção, talvez ela nunca tenha alcançado o que realmente precisava ser modificado.

Essa insatisfação foi o ponto de partida de um longo percurso de estudo, e, onze anos atrás, do encontro com uma resposta que mudou não apenas como eu trabalho, mas como eu entendo o que é um problema organizacional.

O encontro com Robert Fritz

Há cerca de onze anos, nos meus estudos, encontrei pela primeira vez o pensamento estrutural de Robert Fritz, compositor, cineasta e pensador norte-americano que passou décadas desenvolvendo uma teoria sobre por que sistemas produzem os resultados que produzem, e o que realmente precisa mudar para que os resultados mudem de forma sustentável.

A resposta que Fritz oferecia era precisa onde as outras eram vagas: o comportamento de um sistema, organizacional ou pessoal, é determinado pela estrutura subjacente que o governa. Não pela qualidade das pessoas, não pela intensidade do esforço, nem pela adequação das ferramentas, mas pela estrutura. E enquanto essa estrutura não for ajustada, o sistema continuará produzindo os mesmos resultados, não importa quantas intervenções sejam feitas no nível dos sintomas.

Era a resposta para a insatisfação que me acompanhava há anos.

Em 2017, fui a Newfane, Vermont, na sede da Robert Fritz Inc, para fazer o curso Fundamentals of Structural Thinking com o próprio Fritz. O que aprendi naquele encontro reorganizou não apenas o meu método de trabalho. Reorganizou a forma através da qual eu enxergava  qualquer problema, organizacional ou pessoal. Desde então, é esse referencial que orienta toda a atuação da consultoria e, mais recentemente, o livro que estou publicando.

O pensamento estrutural não é uma ferramenta entre outras. É uma forma diferente de enxergar onde está o problema e, por consequência, onde está a solução.

O percurso

Antes de me tornar consultor, trabalhei no mundo corporativo em cargos de liderança, uma experiência que funcionou como escola de observação. Foi aí que comecei a notar como organizações com pessoas capazes e comprometidas podiam funcionar de formas que tornavam o crescimento desnecessariamente difícil.

Há quinze anos, migrei para a consultoria. Nos primeiros anos, trabalhei com os instrumentos que o mercado oferecia, e acumulei a insatisfação que descrevo na seção anterior. O encontro com o pensamento estrutural de Robert Fritz, onze anos atrás, reorganizou meu trabalho a partir daí.

Em paralelo à consultoria, fui docente no Senac, e sou hoje docente na FGV. Ao longo desse percurso, ministrei aulas, palestras e treinamentos para mais de cinco mil pessoas, em contextos que vão de programas de formação de executivos a eventos corporativos e universitários. Cada um desses encontros foi, também, uma forma de refinar a compreensão do que as pessoas e as organizações enfrentam quando tentam crescer sem se esgotar no processo.

O livro que está sendo publicado, ‘Quando a vida não sai do lugar’, é o resultado mais recente desse percurso: uma tentativa de levar a mesma lente estrutural para além das organizações, para a vida das pessoas que as compõem.

Formação

Atuação atual

Minhas linhas de trabalho

O pensamento estrutural orienta duas linhas de trabalho que se alimentam mutuamente.

Para pessoas

'Quando a vida não sai do lugar' aplica a mesma lente estrutural ao contexto pessoal: por que pessoas funcionais e comprometidas sentem que a própria vida não avança, e o que, na forma como a vida foi montada, pode ser ajustado. O livro lança em maio de 2026.

Para organizações

A Cleber Castro Consultoria organiza estruturas de gestão que permitem transformar esforço contínuo em crescimento consistente. O trabalho parte da compreensão de como a empresa está organizada: o que define quais decisões serão tomadas, as prioridades, responsabilidades e execuções, e atua nos pontos onde pequenas mudanças produzem forte impacto.